quinta-feira, 21 de março de 2013
No dia 21 de agosto de 1997 seria o dia em que mudaria toda a minha vida.
Trabalhava em uma empresa que fazia troca de transformador de alta tensão. Logo após o almoço saímos para fazer uma troca em uma chácara,chegando no local preparamos todas as ferramentas para executar o serviço. Logo em que subi a escada seria o momento em que levaria um choque de 13.800 volts,ficando pendurando ao poste e preso ao cinto, o que evitou que caísse lá de cima. Graças à equipe de resgate, que chegou logo ao local, eu fui retirado de cima.
Aí começaria toda uma longa historia em minha vida. Chegando ao hospital com os braços e parte do pé queimados, fui parar direto na UTI, mas a preocupação não seria essa no momento,mas sim com a parte interna do meu corpo. Meu rim não estava funcionando e se ele não funcionasse eu estaria morto hoje. Fazia três dias que estava urinando sangue, mas graças a Deus ele começou a funcionar. Após passar isso, a nova preocupação seria em tentar recuperar os meus braços que estavam queimados, devido ao choque. Mas, infelizmente não teria mas jeito e a única possibilidade seria a amputação dos braços. Eu estava inconsciente e não sabia o que estava acontecendo. A autorização para fazer a amputação ficou para os meus pais. O que não deve ter sido muito fácil para eles.
Após fazerem a amputação houve uma infecção nos braços e tive que voltar para a sala de cirurgia para amputar mais uma parte dos braços.
Depois começou a parte dos curativos. Quando a enfermeira chegava no quarto dava vontade de sair correndo. Com os braços abertos para fazer a limpeza senti uma dor insuportável. Então colocavam gazes na minha boca para poder gritar de dor e para que as outras pessoas não se assustassem com os meus gritos.
Passou a fase de curativos. Agora seria o momento de fazer uma plástica no que restou. O médico tirou a pele da minha perna para fazer o enxerto nos braços . Para essa cirurgia foi necessário ficar no hospital uns 40 dias.
Após a recuperação viria o momento de deixar os braços preparados para colocação das próteses. Mas, meu braço esquerdo, o qual sobrou o cotovelo, teria que aumentar mais ou menos 6 cm, através da colocação de um aparelho, chamado Ilizarove
Nesta cirurgia, coloca-se um aparelho com um monte de ferro dentro do osso. Nesse momento as dores foram insuportáveis. Mas, deu tudo certo. Quando fui tirar este aparelho tive um choque anafilático,causado pela anestesia. E lá fui eu parar na UTI de novo. Ocorreu tudo bem e fui embora no outro dia.
Agora teria que fazer um enxerto na pele que estava fina se não suportaria a prótese.
Vamos lá de novo para cirurgia. O médico tentou tirar a pele da barriga, mas houve rejeição. Tive então, que colar o braço na barriga por 30 dias. Aí, deu certo. A pele da barriga foi parar na ponta do braço. Essa cirurgia existe a mais de 50 anos. Depois de tudo isto já tinha feito mais de 11 cirurgias. e estava pronto para fazer colocação das próteses.
Hoje vivo muito bem sem os meus braços e a cada dia agradeço a Deus por ter me dado minha vida de volta.
Independente de ser um deficiente físico, amputado, hoje percebo que qualquer pessoa está sujeita a preconceitos. Esses sempre vão existir.
Depois de ter passado por uma experiência dessa dou valor muito mais na vida.
Consegui colocar minhas próteses e me adaptei muito bem.
AGRADEÇO AOS MEUS PAIS, MEUS FAMILIARES E AMIGOS PELO APOIO
E PELA FORÇA QUE ME DERAM. TAMBÉM AGRADEÇO A PESSOA QUE ME FEZ DESCOBRIR O QUE ERA AMOR: A MINHA ESPOSA.
francoperalta@sercomtel.com.br
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'Vim para fazer diferença' diz passista que teve perna amputada
A estudante Haone Thinar, de 20 anos, é uma veterana do carnaval de São Paulo.
Ela não se deixa abater pela condição de amputada. No carnaval 2012,
desfilou como passista da Nenê de Vila Matilde. “Vi que no samba tenho
mais oportunidade.
Queria mostrar que, apesar de ser deficiente, não preciso deixar de ser
passista, vim para fazer diferença no mundo”, disse a jovem. Nos anos
anteriores, ela desfilou pela Mancha e Vai-Vai. A estudante conta que
mantém uma rotina na qual não se deixa prender por barreiras: já fez
capoeira e freqüenta bailes funk. Ela teve a perna amputada aos nove
anos por causa de um câncer, mas mesmo assim não desistiu dos sonhos e
já cursou teatro.
Estudante do 3º
ano de ensino médio, ela trabalha como atendente no DER. Se pudesse
deixar um exemplo, falaria diretamente para as garotas que enfrentam
problemas parecidos. “Menina é mais vaidosa, acha que quando perdeu um
membro, perdeu a vida. As pessoas dão risada de mim, mas eu sou mais eu.
Vou atrás dos meus objetivos”, disse.
Haone terminou
um relacionamento d 5 meses na véspera do carnaval porque o namorado não
queria que ela desfilasse. “Terminei por causa do carnaval, ele tem
ciúmes. Ele pediu para escolher e eu falei que ficaria com o carnaval”,
disse.
A mãe, Sandra Silva, de 42 anos, já não se surpreende: “sempre falei para ela nunca se deixar abater por ninguém”, disse.
domingo, 27 de janeiro de 2013
sábado, 1 de dezembro de 2012
O médico responsável pela reabilitação do iatista sabe
Empolgado, ele sempre foi. Nos anos 70, após concluir residência no Hospital das Clínicas de São Paulo, Marco Antônio Guedes escolheu a Amazônia para iniciar a carreira de traumatologista, ortopedista e fisiatra graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tinha vinte e poucos anos, mulher, uma filha pequena e uma prótese na perna esquerda, que pesava mais de 3 quilos e doía a cada passo que dava. Amputado abaixo do joelho, ao completar o 5º ano de faculdade — sua moto bateu de frente em um ônibus —, o jovem médico foi ser o único traumatologista da região do Jari, num hospitalzinho de oitenta leitos, para uma população de 40.000 pessoas. Hoje, dirige uma das mais completas clínicas de reabilitação de amputados, onde atende desde quem paga com gratidão (já recebeu um frango congelado e doces em compota como forma de pagamento) até quem pode arcar com o custo das próteses de tecnologia mais avançada, que varia de 8.000 a 25.000 dólares. Por ser ele mesmo um amputado, o doutor Guedes, 50 anos, conhece a fundo os picos de euforia (por estar vivo) seguidos de depressão abissal (por estar amputado) de seus pacientes. O processo de reabilitação física e psicológica é duríssimo. Mas quem vê o doutor Guedes preparar sua mochila de 25 quilos para mais uma expedição de bicicleta no Canadá, ou ouve seu relato de uma aventura recente no Nepal, compreende que a reabilitação de um amputado é, também, empolgante. Para o iatista Lars Grael, que teve a perna direita decepada por uma lancha, no último dia 6 de setembro, a longa jornada está apenas começando. O doutor Guedes participou das nove cirurgias realizadas em Lars pela equipe médica do hospital Albert Einstein, de São Paulo. E, a partir de agora, comanda seu processo de adaptação à prótese e reabilitação. A entrevista que concedeu a VEJA na semana passada, franca e aberta, aborda feridas nem sempre cicatrizadas.
Veja — O fato de Lars ser atleta ajuda na sua recuperação?
Guedes — Sem dúvida. Lars é jovem e tem um organismo privilegiado. Cicatriza rápido. Do ponto de vista da reabilitação física, ser jovem ajuda. Mas, do ponto de vista psicológico, o jovem é muito afetado por uma amputação, pois ela ocorre na fase em que mais cultuamos nosso físico. Felizmente, Lars tem uma cabeça positiva. Seu amadurecimento interior, equilíbrio e desprendimento pessoal são singulares.
sábado, 10 de novembro de 2012
Cuidados após a Amputação
A delicada conexão entre o corpo humano e a tecnologia moderna requer alta competência e cuidados e atendimento interdisciplinares.
Novos desenvolvimentos como o Sistema Harmony® aumentaram consideravelmente a segurança e o conforto, em particular para amputados transtibiais. Contudo, a protetização somente poderá ser otimizada, e complicações evitadas, se o paciente receber um tratamento médico-terapêutico adequado no membro residual logo após a amputação.
Cirurgia
Na verdade, o cuidado preventivo já começa na cirurgia, onde o membro residual deverá ser moldado com vistas à funcionalidade. Por exemplo, protusões ósseas devem ser protegidas por tecido muscular, para que não se apóiem diretamente na pele sensível. Em cada fase da preparação do membro residual, o tratamento deve considerar e se adaptar à causa da amputação, às particularidades do membro residual e aos fatores de risco do paciente. Durante a fase de recuperação pós-operatória, o tratamento deverá focar o cuidado com o ferimento e a atenção com a forma do membro residual. Os ferimentos devem ser examinados diariamente para descobrir sinais de infecção e de coagulação do sangue. Devido ao tamanho do ferimento, geralmente desenvolvem-se edemas pós-operatórios – uma acumulação de líquido dos tecidos entre camadas de células. Um tratamento especificamente dirigido ao edema usando terapia de compressão utiliza bandagens, botas de Unna, um molde para o membro residual e, após a remoção dos drenos, liners pós-operatórios. A drenagem linfática diária e o posicionamento do membro residual acima do nível do coração aceleram o processo de cura. Durante a terapia do edema e a formatação do membro residual, deve-se evitar ao máximo o estrangulamento do membro residual, que pode resultar em severas complicações posteriores.
Tratamento
Uma vez que o ferimento tenha sido curado, o tratamento se voltará para a promoção de uma capacidade sensorial diferenciada e o endurecimento da pele do membro residual. Ao mesmo tempo, as articulações adjacentes devem ser mobilizadas para manter ou recuperar o movimento natural do paciente. Os músculos do membro residual devem então ser treinados para que a prótese possa ser usada com firmeza e segurança. Uma prótese deve ser providenciada tão logo o membro residual tenha sido suficientemente tratado e preparado. Os pacientes devem começar a usar a prótese durante curtos períodos de tempo, e ir aumentando este prazo de forma a acostumar a pele e os tecidos com o dispositivo mecânico. A participação ativa do paciente no processo é de fundamental importância. Afinal, os pacientes conhecem e sentem as particularidades de seu membro residual melhor do que qualquer outra pessoa. Os pacientes devem contribuir ao adotar mudanças de hábito, como parar de fumar e controlar o açúcar no sangue através de dieta. São altamente recomendadas atividades físicas, como levantamento de peso, não só para o membro residual, mas para todo o corpo. Além do mais, os pacientes devem aprender os cuidados diários com o membro residual. Deve-se buscar a ajuda de terapeutas ocupacionais e esportivos, fisioterapeutas, e especialistas em locomoção.
Protegendo os membros residuais
O Sistema Harmony® da Otto Bock apresenta um conceito inovador para a proteção de membros residuais. O novo conceito supera os procedimentos convencionais e é também efetivo nos problemas médicos mais complicados. Agraciado com o prêmio ‘Concepts’ da Life Science em outubro de 2005 (foto), o Sistema Harmony® oferece vantagens para amputações de membros inferiores e os conseqüentes problemas de circulação. O Sistema Harmony® é um tratamento especialmente recomendado para pacientes com diabetes, doença arterial oclusiva, ou outras complicações da estrutura óssea sob a pele ou irritações na cicatriz. O encaixe é formatado de acordo com o paciente para proteger as estruturas sensíveis. O contato completo entre o liner e o encaixe proporciona ótima aderência. O membro residual fica, portanto, efetivamente protegido de esfolados e outros problemas. A pressão negativa promove a circulação do sangue mesmo nos menores vasos. Assim, evita-se o indesejado encolhimento do membro residual quando a prótese é usada por um período de tempo mais longo. O encaixe adequado fica no lugar o dia inteiro. Ao retirar a prótese, o membro residual estará quente e bem irrigado de sangue. Por fim, o Sistema Harmony® possui também uma suspensão que protege as articulações.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Josilene fica sem marca válida e acaba em último no halterofilismo
.03/09/2012 13h05 - Atualizado em 03/09/2012 14h49
Nigeriana bate recorde mundial, mas fica apenas com a prata. Chinesa ganha ouro e atleta de Taiwan completa o pódio da categoria até 75kg
Por GLOBOESPORTE.COM
Londres
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Josilene foi a representante do Brasil na categoria
até 75kg (Foto: Fernando Maia / CPB)Josilene Ferreira não obteve nenhuma marca válida e acabou na última colocação no halterofilismo para mulheres até 75kg. Nas duas primeiras tentativas, a brasileira que ficou com o quinto lugar nas Paralimpíadas de Pequim levantou 106kg e, na terceira, 107kg, mas o movimento utilizado por Josilene foi considerado irregular pelos árbitros da prova em todas as oportunidades.
A chinesa Taoying Fu ficou com o ouro ao levantar 146kg. Apesar de conseguir o mesmo peso que a chinesa, Folashade Oluwafemiayo, da Nigéria, ficou com a prata, uma vez que o critério de desempate dá o ouro à atleta com o menor peso corporal. O bronze foi para Tzu-Hui Lin, de Taiwan, com 137kg.
Curiosamente, após as três primeiras tentativas, as medalhistas podem optar por buscar uma nova marca que de nada vale para a competição. Nesta quarta oportunidade, a nigeriana bateu o recorde mundial ao levantar 148kg.
Mais brasileiros em ação nesta terça
Dois halterofilistas do Brasil ainda irão competir nos Jogos. Marcia Cristina Ferreira e Rodrigo Marques entrarão em ação nesta terça-feira. Marcia compete na categoria até 82,5kg, às 11h, e Rodrigo, às 14h, ambos no horário de Brasília.
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