sábado, 2 de novembro de 2013

Acessibilidade Nos Meios Arquitetônico e Urbano

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O que é um deficiente?

Deficiente não é uma pessoa que não tem um braço ou uma perna ou algum tipo de doença.
Deficiente não é um cego, um surdo ou um mudo.
Eu conheço uma pessoa que nasceu com apenas uma parte dos braços. Ele poderia se deixar vencer pelo obstáculo que a vida colocou a sua frente, ele poderia se matar, ir pelo caminho mais fácil, deixar de lutar e dar-se por vencido.
Ele é marceneiro e trabalha como qualquer outra pessoa, e diria que muitos não fariam o trabalho tão bem quanto ele faz, ele superou uma dificuldade e tem uma vida normal. Não se pode chamar uma pessoa assim de deficiente.
E não só ele, várias pessoas já nascem dando de cara com obstáculos e superam as barreiras que são colocadas.
Rotular alguém como deficiente por uma diferença, isso é preconceito.
Eu vou dar um exemplo de um deficiente.
Uma pessoa que nasceu em berço de ouro, que teve tudo o que quis e teve incontáveis oportunidades na vida que está jogado nas drogas, trocando a vida por um pó ou uma erva. Esse sim é um deficiente.
Deficiente é uma pessoa que não consegue pensar, que não tem um raciocínio lógico, alguém que tem oportunidade de fazer mudar o mundo com uma atitude inovadora e acaba por fazer a mesma merda que o outro fez.
Outro exemplo que posso dar são pessoas de algum bairro que sofreram uma enchente.
Elas são atingidas por uma enchente e começam a reclamar com o governo mandando fazer um piscinão no bairro e tal. O problema é que a maioria dessas enchentes são causadas pelo lixo que os próprios moradores do bairro jogam na rua, entupindo bocas-de-lobo, bueiros, ralos, enfim.
Essas pessoas são todas deficientes, não conseguem pensar que os seus atos vão acabar tendo conseqüências no futuro, tanto boas quanto ruins.
Pois se pensassem nas conseqüências boas dos seus atos no futuro então os atos seriam, no contexto do exemplo, a reciclagem e a própria limpeza do bairro por parte dos moradores.
O resultado seria um meio ambiente em equilíbrio.
Agora o que acontece é que não pensam nem nas boas nem nas ruins e acabam fazendo coisas que vão ter conseqüências ruins, na maioria das vezes sem ter maldade nenhuma ou finalidade de prejudicar.
Como eu disse tais pessoas são deficientes, não conseguem ter um raciocínio e nem mesmo se preocupam em ter um e o resultado da destruição da enchente é apenas o retorno do dano que o homem causou ao seu meio ambiente.
Hoje em dia esse exemplo do bairro com enchente tem proporções globais em questão de dano ambiental de diversas formas, não só a de enchentes.
Ou seja, a humanidade em geral é deficiente, pois que tipo de imbecil danifica a própria casa para no futuro ficar desabrigado?
O dono de uma fábrica que não coloca filtros nas chaminés, pois seria caro e para ele desnecessário, seria um gasto a mais, ou seja, prejuízo.
Mas ele não pensa que o fato de não colocar o filtro, dentre outros cuidados, vai, depois de algum tempo, danificar o ambiente de forma que não tenha mais matéria-prima para funcionar a fábrica. O fato de não pensar faz com que ele tenha um prejuízo de fato ao invés do investimento benéfico de colocar uma porra de um filtro na chaminé da fábrica.
É triste o fato de a humanidade ter ficado cega com o dinheiro e a ganância, tanto que só vieram se preocupar com o meio ambiente agora porque descobriram que dava pra ganhar dinheiro com isso.
O pior é que simples atos no dia-a-dia poderiam fazer uma diferença como por exemplo não jogar o lixo na rua e simplesmente jogar na lixeira.
Tem gente que passa do lado de uma lixeira e ainda joga na rua um mísero papel de bala que unido com outras centenas de papéis de bala acabam por causar um dano ao ambiente.
Se bem que também é preciso andar muito para se encontrar uma lixeira, pelo menos no Brasil, mas com certeza a maioria dos países não deve ter essa preocupação. É um erro esse simples fato de não haver lixeiras espalhadas por todos os cantos, mas também não é por causa de um erro que se deve cometer outro.
Outro exemplo, agora um clássico do Brasil. Qualquer alguém que trabalha no governo e rouba dinheiro público, um dinheiro que o tal alguém usa pra se dar de presente uma mansão só pra ele, enquanto o dinheiro poderia ter sido usado para dar moradia a centenas de pessoas que morrem de frio nas ruas por não ter ao menos um cobertor.
Agora me digam se não é um deficiente uma pessoa que tem o poder de fazer o bem para uma população e mesmo assim por puro egoísmo faz uma sacanagem dessas.
Aposto que ele só consegue dormir a noite porque é tão desprovido de um raciocínio lógico que nem consegue imaginar que ele é um assassino e não só um ladrão, pois com certeza ele não pensa que enquanto está no conforto de sua nova mansão comprada com dinheiro público, várias pessoas morrem de frio e de fome por culpa dele.
O cara tem estudo? Tem. Tem faculdade e pós-graduação? Tem.
Então eu pergunto pra que estudar pra ser um ladrão que usa terno e gravata e ainda ser um serial killer?
Agora o pior ainda é a corrupção ser mais forte que a maior parte da humanidade.
Tanto que até os designados para nos proteger são corruPTos, os famosos bandidos fardados. Não só no Brasil, disso tem no mundo inteiro. Mas vamos focalizar no Brasil já que é aonde vivemos.
Tudo bem também que o sistema não ajuda já que tais profissionais arriscam a vida pra ganhar um salário de merda e sem nenhum tipo de benefício.
É como se a vida do pobre valesse menos que um prato de arroz e feijão.
As tentações nessas situações são muito fortes é claro, mas como disse antes não é por causa de um erro que se deve cometer outro.
O pior é que mesmo quem ganha bem ainda consegue se corromper só pra ter mais.
Agora eu pergunto, parece mais que estamos evoluindo ou involuindo?
Na minha filosofia esses é que são os deficientes, as pessoas que não pensam são os deficientes, os que não raciocinam são os deficientes e os que se deixam vencer são os deficientes.
Pelicano

Acessibilidade Nos Meios Arquitetônico e Urbano

Apresentação
 


Trabalhar com a população atendida pela Assistência Social é conviver com uma clientela que não está tendo acesso a serviços públicos. A dificuldade de locomoção e a falta de informações são alguns dos empecilhos dessas pessoas participarem ativa e produtivamente, de forma independente, na vida social. A busca do Desenho Universal nos projetos públicos é uma das formas preventivas para a obtenção de resultados reais. Este manual é a contribuição a todos os serviços públicos na busca da integração de pessoas com dificuldade de locomoção na sociedade. Atender a Lei Orgânica da Assistência Social é a nossa parte. Cabe a todos o esforço da implantação de um espaço democrático onde poderemos viver juntos como cidadãos.

Fani Lerner

A acessibilidade é um conceito ligado à qualidade do Projeto baseando-se num conjunto de especificações, de normas, de legislação e principalmente em conscientização das diversidades. Na sensibilização dos profissionais da área de Arquitetura e Engenharia, que formularão suporte técnico regional para soluções comuns nos níveis possíveis, estabelecendo exigências mínimas a serem observadas na acessibilidade do espaço edificado, quer seja ele de domínio privado ou público.
Este trabalho levará os leitores a um contato com a NBR9050-1994, norma esta referencial técnica de acessibilidade - sendo instrumento confiável e indicadora de critérios mínimos de qualidade e conforto ambiental.
Aprender a lidar com as limitações impostas por séculos de barreiras arquitetônicas, que endurecem a percepção de projetistas e os levam a desperdiçar na Arquitetura sua vocação como veículo de integração social, e as possibilidades de ocupação democrática dos espaços construídos para todos indivíduos, independente de suas características físicas, sensoriais e mentais.
A inserção do conceito de acessibilidade junto a esses profissionais servirá de fator multiplicador.
PLANEJAR/PROJETAR/CONSTRUIR PARA TODOS.

Acessos Principal Edificação

(Conforme Capítulos 6, 9 e 10/ABNT - NBR 9050/1994)

1.
Rampa:  largura mínima 1,20m; inclinação longitudinal conforme percurso (ver Tabela 2 - NBR 9050/1994); inclinação transversal máxima 2%; guias de balizamento com altura mínima de 5cm.
2.
Escada:  largura mínima 1,20m; inclinação transversal máxima 2%; degraus com espelho entre 16 e 18cm, e piso entre 28 e 32cm.
3.
Patamar em frente a porta:  medindo no mínimo 1,20m na direção do movimento; inclinação transversal máxima 2%.
4.
Corrimão e guarda-corpo:  altura de instalação 0,92m do piso; de material rígido; firmemente fixado em barras de suporte. O corrimão deve prolongar-se pelo menos 0,30m antes do início e após o término da rampa, sem interferir na área de circulação.
5.
Piso início/término rampa e escada:  faixa com textura diferenciada (mínima 28cm) ocupando toda a largura da rampa e da escada.
6.
Piso externo:  com superfície regular, firme, estável e antiderrapante, sob qualquer condição climática.
7.
Árvores:  sem ramos pendentes, garantindo altura livre mínima de 2,00m a partir do piso.
8.
Porta acesso principal:  vão livre mínimo 0,80m; sem desnível na soleira.
9.
Indicação visual de acessibilidade:  através do Símbolo Internacional de Acesso.

sábado, 3 de agosto de 2013

Atleta amputado cria próteses para prática de esporte

Quando Oscar Pistorius, o atleta sul-africano que teve as duas pernas amputadas, disputa corridas com suas próteses, um determinado morador de Mendocino, Califórnia, acompanha o resultado com especial interesse. Van Phillips, 54, ele mesmo um paciente de amputação que costuma correr ao longo da costa dessa cidadezinha 240 quilômetros ao norte de San Francisco, inventou e usa a prótese Cheetah, um pé artificial que conquistou atenção e causou controvérsia em todo o mundo, ao ser usado por Pistorius em seu esforço para concorrer com atletas desprovidos de suas limitações físicas, em Pequim.

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» Golfinho ganha prótese de cauda de silicone

» Prótese reproduz sensação de toque em amputados
» Hspital italiano faz 1º transplante de ombro
"Seria a coisa mais emocionante que já me aconteceu, porque o pé artificial em formato de C foi o primeiro que eu imaginei", conta Phillips, sobre o conceito que ele introduziu em 1984. Em janeiro, o comando do atletismo mundial decidiu que as próteses de Pistorius lhe conferiam vantagem desleal diante dos demais atletas, e que por isso ele não poderia participar da Olimpíada. Pistorius apelou, e a Corte de Arbitragem Esportiva reverteu a decisão, alegando que o exame do equipamento de Pistorius pelas autoridades do atletismo havia sido incorreto.

Ele teria chances, ainda que remotas, de obter tempo que o qualifique para competir em Pequim, mas admite que treinar para competir na Olimpíada de Londres, em 2012, parece uma meta mais realizável. "O Cheetah pode ser mais vantajoso do que um pé humano", disse Phillips. "O carbono-grafite pode ser mais eficiente em termos de energia". Mas ele disse que em sua opinião Pistorius deveria ser autorizado a competir.
Segundo Phillips, outros fatores estão envolvidos: coordenação, simetria, a conexão entre o pé prostético e a perna do atleta, a flexibilidade limitada que os amputados têm nos joelhos e a maneira pela qual ele parte da posição de largada. É muito difícil, se não impossível, quantificar essa direção. "Talvez não exista uma resposta", disse Phillips.
Em 1976, quando Phillips tinha 21 anos, sua perna esquerda foi decepada abaixo do joelho em um acidente de esqui aquático. No hospital, suas medidas foram tiradas para uma prótese de madeira e borracha, e ele teve alta e foi mandado para casa. Phillips, um homem que sempre se dedicou ao atletismo, disse que sentia ter recebido "uma sentença ao inferno".

Por isso, criar uma prótese de perna melhorada passou a ser sua obsessão. Quando estudou no Centro de Próteses e Ortótica da Escola de Medicina da Universidade Northwestern, os professores o desencorajaram a desafiar as práticas dominantes. Ele descobriu que a indústria de próteses pouco havia avançado desde a Segunda Guerra Mundial e a guerra da Coréia.
A maioria das peças eram criadas para fins cosméticos ¿ uma prótese de pé com aparência semelhante à de um pé humano. Não havia preocupação com a geração de energia capaz de propelir a perna. Tomando de empréstimo conceitos surgidos no salto com vara, a mola de um trampolim e a forma de uma espada chinesa que seu pai tinha, Phillips imaginou uma prótese que permitisse que ele saltasse e se equilibrasse ao voltar ao chão.
O resultado foi o Flex-Foot, com diversos modelos diferentes destinados a pessoas com distintas condições de amputação. O Cheetah, um dos modelos, era destinado a atletas de elite. Contratado pelo Centro de Design Biomédico da Universidade do Utah, Phillips trabalhava nos finais de semana para criar uma prótese de uso diário que lhe permitisse correr, com o uso de carbono-grafite, um material mais forte que o aço e mais leve que o alumínio.

Um dia depois que Phillips conseguiu cruzar os corredores da universidade correndo, usando sua invenção, ele pediu demissão, encontrou sócios e fundou uma empresa, transformando o porão de sua casa em laboratório. Ele produzia pernas artificiais, testava até que quebrassem e refinava os modelos. Em dois anos, foram mais de 100 pernas.
Ele diz que terminou por compreender o erro dos demais projetistas de próteses: o esforço de replicar os ossos humanos. "Não é possível que nada funcione sem uma fonte de energia", disse Phillips. Ele estudou os ligamentos que armazenam energia muscular, observando os tendões de botos, cangurus e leopardos, e percebeu como as pernas traseiras dos leopardos se comprimiam ao final dos saltos do animal, e a natureza elásticas que elas apresentavam.
Sua empresa, a Flex-Foot, começou a vender próteses baseadas em seus modelos em 1984. Os primeiros projetos de Phillips eram para um pé em forma de J, com calcanhar. Pelo final dos anos 80, ele havia criado o Cheetah, em forma de C e sem calcanhar.

Em 2000, ele vendeu sua empresa à Ossur, uma fabricante de próteses sediada na Islândia, que continua a vender o Cheetah e outros modelos criados por Phillips. Jon Sigurdsson, o presidente-executivo do grupo, definiu Phillips como "um visionário, cujas idéias e técnicas progressistas continuam a ocupar posição central em nosso legado".
Em sua casa, em Mendocino, uma cidadezinha ao estilo da Nova Inglaterra localizada à beira do Pacífico, Phillips ainda projeta para ele mesmo ¿ próteses para esqui, surfe e mergulho (o pé é removido e uma nadadeira afixada ao soquete). E como sua filha de oito anos adora cavalgar, ele pretende criar uma prótese para uso em hipismo.
Phillips também está trabalhando no projeto de uma prótese de pé firme mas flexível para vítimas de minas. O maior obstáculo, ele diz, é a imaginação do paciente de amputação. Muitos deles não conseguem acreditar que será possível caminhar com facilidade ou correr de novo ¿ até que são apresentados a Phillips ou qualquer dos usuários de seus projetos.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

ATLETA AMPUTADO DEMONSTRA GARRA QUE ANDA FALTANDO NA OLIMPÍADA

Pistorius faz história e avança às semifinais
Sul-africano é o primeiro atleta amputado a competir no atletismo nos Jogos Olímpicos, ele se classifica e mostra mais uma vez que esporte não é só talento e beleza mas também garra, inteligência e superação, conforme comenta o editor de nosso blog, a partir de informações da agência France Press, também da Band, cobrindo os jogos Olímpicos de Londres, em parceria com a Lancepress: "Mesmo poupando a má performance de Céasar Cielo, temos que criticar Fabiana Murer com medo da força do vento, as Meninas do Brasil no basquete e no futebol feminino amarelando na hora H, assim como as belas do vôlei de praia, Talita e Maria Elisa, a musa russa do tênis Maria Sharapova perdendo feio para a norteamericana Serena Willians, são vários os exemplos de fracassos e de debilidade nesta Olimpíada de 2011, mas o caso de Oscar Pistorius, da África do Sul, revela por outro lado a energia mais pura e mais forte do ser humano, alçando o esporte ao nível da ecologia da vida", diz ainda Padinha, ao fechar esta edição de sábado do blog Folha Verde News. Ele lembra "que as paratletas ou os atletas mutilados como Pistorius resgatam a historia de soldados amputados na 2ª Guerra e de todos os fracos e oprimidos que lutam para superar seus limites e assim, engrandecem sua luta no esporte e na vida".
Neste sentido, o sul-africano Oscar Pistorius fez história neste sábado no Estádio Olímpico de Londres. Ao correr a primeira bateria da eliminatória dos 400m rasos, ele se tornou o primeiro atleta amputado da história a competir no atletismo nos Jogos Olímpicos. Sem a parte inferior das duas pernas, ele corre com o auxílio de próteses de fibra de carbono e competindo com atletas normais!... Pistorius não só competiu como avançou para as semifinais ao ficar em segundo lugar em sua bateria, com 45s44, atrás apenas do dominicano Luguelin Santos, com 45s04. Maksim Dyldin, da Rússia, com 45s52, também avançou, uma vez que os três primeiros se classificam automaticamente para a próxima fase.
Depois de uma longa batalha envolvendo o COI e a Corte Arbitral do Esporte, Pistorius conseguiu uma autorização para competir em Pequim-2008, depois do COI argumentar que as fibras de carbono conferiam a ele vantagem sobre os demais competidores. Na ocasião, porém, ele não conseguiu o índice para se classificar. Para Londres, Pistorius conseguiu o índice olímpico em julho de 2011. No ano passado, o sul-africano foi prata no Mundial de Daegu com o revezamento sul-africano no 4x400m, prova que ele também vai disputar nesta Olimpíada. Nem amputados nem normais, o Brasil não tem nenhum representante na prova dos 400m, o que não deixa de ser mais um sinal de fraqueza dos esportes brasileiros na atualidade.
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Amputações fazem parte da história da Medicina há séculos...

 Num passado ainda recente, quando eram realizadas, o amputado ganhava um par de muletas e saía nelas apoiado. Depois surgiram as primeiras próteses que procuravam imitar esteticamente o membro perdido. Em algumas eram desenhados até os pêlos para que ficassem mais parecidas com o membro amputado. É evidente que não conseguiam atingir a finalidade proposta e continuavam sendo apenas uma prótese facilmente reconhecida quando se olhava para elas. Com o passar do tempo, essa filosofia modificou-se por completo. Atualmente, a prótese faz parte do tratamento de reabilitação, uma parte importantíssima, aliás. No entanto, a reabilitação dos amputados envolve uma conduta muito mais ampla. Não há mais a preocupação de imitar o membro perdido. Ao contrário, as próteses assumiram o papel a que se destinam, ou seja, de recuperar a função do membro lesado. Interessa fazer com que o amputado assuma sua nova condição, retome suas atividades rotineiras, possa praticar esportes e viver a vida em sua plenitude.

EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE PRÓTESE

Drauzio – Como evoluiu o conceito de prótese nos últimos anos?

Marco Guedes – A mudança mais importante foi desvincular do processo de criação desses aparelhos a idéia de reposição da imagem cosmética do membro perdido. Por muito tempo priorizou-se a reposição da imagem corporal em detrimento da reposição funcional. A história do desenvolvimento desses aparelhos foi marcada por um evento infeliz para o americano Van Phillips e feliz para todos os outros amputados. Nos idos de 1970, Van Phillips estava esquiando puxado por uma lancha num lago da Califórnia, quando caiu na água com os esquis presos nos pés. Percebendo que outra lancha se aproximava, tentou afundar, mas os esquis não deixaram que submergisse e seu pé foi cortado pela hélice da outra lancha. Ele era um tipo criativo, um excelente ator que trabalhava em rádio, e não se conformou com o aparelho protético que lhe deram. – “Puxa vida, tenho dificuldade para descer uma simples guia de calçada” – era uma de suas queixas. Foi, então, que decidiu fazer o curso de técnico em prótese e órtese na Northwestern University em Chicago, à procura de uma solução mais adequada para seu caso e transformou-se num pesquisador brilhante no campo das amputações. Seu grande mérito foi desenhar pés mecânicos pensando na reposição de suas funções, como a absorção do impacto e a impulsão. Seu objetivo era recuperar a impulsão que as pessoas têm quando desprendem o pé do solo durante a marcha, impulsão que empurra o corpo para frente. Com o desenho simples de um C numa lâmina de carbono que funciona como um pé mecânico totalmente desvinculado da imagem cosmética, Van Phillips conseguiu devolver essa função para a pessoa amputada. Só mais tarde se pensou na aparência estética que permitisse ao amputado estar, por exemplo, num casamento ou num batizado sem ser o centro de atenção da festa o que, sem dúvida, faz sentido. Não faz sentido, porém, a pessoa amputada buscar uma reposição cosmética para esconder-se atrás de um membro artificial, fingindo ter um braço ou uma perna, e fechar-se para as oportunidades que a vida oferece, trancando portas e janelas da existência por medo de ser vista como tendo passado por uma amputação. Essa visão precisa acabar definitivamente. Dentro do novo conceito de reabilitação, procura-se valorizar o resgate funcional do amputado acima do resgate da imagem física. Não estou dizendo que ele deva andar com coisas estranhas pelas ruas só porque é amputado. Estou dizendo que deve tentar recuperar a função para a qual seu corpo se presta na vida, que é servir de veículo para pegar objetos, caminhar, subir escadas, descer uma rampa, etc. Depois se pode pensar no artifício cosmético aplicado sobre o aparelho que lhe permita passar despercebido onde for confortável, em situações públicas com pessoas desconhecidas em volta, como numa festa, por exemplo.
O que realmente é sério é o amputado adquirir a visão de que está doente e precisa ser tratado. É esconder-se atrás de uma imitação por assim dizer perfeita, mas que não passa de uma perna ou um braço de boneca.

Drauzio – Próteses que nada acrescentam funcionalmente aos amputados.

Marco Guedes – Vi pessoas com próteses que imitavam a pele e os pêlos, mas você olhava e via imediatamente que era uma prótese. Oxalá um dia se consiga um pé mecânico funcional e cosmeticamente perfeito, o que sem dúvida trará grande conforto na reposição da perda de um membro.

HISTÓRIA DE MARCO

Drauzio - Em várias entrevistas você se referiu à sua condição de amputado e talvez venha daí seu interesse maior por essa especialidade. Como você aceitou o fato de que iria sofrer uma amputação e receber uma prótese?

Marco Guedes – Na verdade, não aceitei, eu decidi. Sofri um acidente de moto em dezembro de 1974. Estava terminando o quinto ano da Faculdade de Medicina da USP. Tentando escapar de uma colisão, bati de frente no pára-choque de um ônibus e minha perna foi prensada contra o tanque de gasolina da moto. Você pode imaginar o que acontece com nossos pobres ossos num choque como esse a 60km por hora. No momento em que caí no acostamento e tentei levantar, não achei a minha perna. Quando olhei para ela e vi o estrago, tive plena convicção de que a havia perdido. No entanto, estava vivo, sem nenhum outro esfolado, minha cabeça estava inteira e fui para o HC, o meu hospital, onde eu queria ser tratado. Aí começou um esforço, inclusive com fundo emocional muito forte – um futuro colega, um aluno da escola – para salvar o meu pé. Depois de uma semana, não enxergava mais de tão toxemiado que estava. O azar é que eu tinha ficado com um pé viável do ponto de vista vascular, embora destruído funcionalmente. Tinha um segmento enorme da perna com incontáveis fragmentos ósseos e lesões nas partes moles, na musculatura, nos nervos. Eu já não conseguia enxergar direito pessoas a curta distância. Tudo ficara nebuloso e escuro, fruto das toxinas que tinham se espalhado pelo meu organismo.

Drauzio - Isso para não falar na dor que devia ser terrível.

Marco Guedes – A dor era intensa porque a limpeza da ferida implicava tirar tecido desvitalizado, tecido morto, até sangrar e, quando sangrava, doía muito. Chegou uma hora, porém, em que o colega que me tratava comentou com o ajudante que a costura arterial tinha ficado aparente. Isso queria dizer que a passagem do sangue seria comprometida, pois a emenda da artéria estava exposta ao ar. E ele comentou – vamos pegar uma parte da outra perna para tapar esse buraco. Isso se chama crossleg, ou seja, você cruza uma perna sobre a outra, na posição do Cristo crucificado, vira um pedaço da pele boa e tapa o ferimento. Esse procedimento pressupunha que eu deveria ficar três semanas com uma perna presa a outra por fios. Ouvi aquilo e falei – nem olhem para a outra perna, esqueçam que ela existe -. Nesse caso, vamos ter que amputar sua perna foi a resposta que me deram. Então, o diagnóstico está fechado. Vamos fazer a amputação, decidi naquele momento e passei por uma cirurgia em que minha perna foi amputada abaixo do joelho. Talvez para mim tenha sido mais fácil tomar essa atitude, porque já era quase médico, gostava de trauma e de ortopedia e tinha uma visão razoavelmente ampla do assunto, embora até hoje ainda persistam dogmas e conceitos errados sobre amputação na classe médica.

Drauzio - Em algum momento você se arrependeu dessa atitude que tomou?

Marco Guedes – Nunca. Na noite passada, pensando nesta entrevista, pensei que se tivesse que tomar de novo essa decisão, faria exatamente como fiz naquela época. A amputação me permitiu reabilitar-me, ser cirurgião e trabalhar com traumatologia como sempre quis, casar, ter filhos e educá-los. Permitiu também que exercesse uma atividade profissional riquíssima e extremamente útil aos outros. Esse episódio em minha vida, sem dúvida, se transformou numa virtude que me ajudou a desenvolver melhor o trabalho ao qual me dedico.

REABILITAÇÃO DE AMPUTADO

Drauzio - Houve uma grande evolução, infelizmente não acessível a todos, no papel da reabilitação dos amputados. O que aconteceu realmente nessa área?

Marco Guedes – A reabilitação começa com a notícia. Começa com a maneira pela qual se coloca para o paciente a proposta da amputação. Faz diferença se ela é apresentada como perda ou como início de uma caminhada reabilitadora. A fisioterapia, que é fundamental para o amputado, também começa nesse momento, senão antes até. De certa forma isso é utópico em nosso país, quase um sonho, mas o amputado deve começar a trabalhar logo os músculos que lhe permitirão ficar em pé e caminhar. No dia seguinte ao da cirurgia, ainda no leito hospitalar, o paciente começa a ser preparado para receber um eventual aparelho ortopédico. Trata-se de um trabalho que deve ser realizado por um time de profissionais. Infelizmente, essa não é nossa realidade em grande parte dos casos. Existe o cirurgião que amputa, tira os pontos e considera liquidado aquele evento desagradável. Provavelmente, mais tarde, alguém passará pelo quarto e deixará o endereço de uma oficina onde o paciente poderá mandar fazer ou comprar uma perna mecânica, como se estivesse comprando um disco voador. É como se eu dissesse – Olhe, Drauzio, tenho alguns endereços de locais onde se vendem discos voadores. Vá e compre um. – Você ouviria a conversa fiada do vendedor e compraria o que o dinheiro permitisse sem realmente saber o que estava levando. Por isso, defendo fortemente o conceito de que a adaptação dos aparelhos de prótese faz parte da terapia, que deve ser realizada num centro de reabilitação com equipe multidisciplinar, com conhecimentos que se imbricam e permitem uma tomada de decisão visando exclusivamente ao benefício da pessoa amputada. O aparelho ortopédico prescrito para um homem de 60 anos é muito diferente daquele indicado para um rapaz de 17 anos, porque as necessidades de cada um são diferentes. Não é uma questão de quanto a pessoa tem para gastar. É a sua necessidade dentro da expectativa funcional que existe para ela. Hoje se fazem próteses no Brasil por licitação pública, pela internet. Abre-se concorrência para fazer 30 próteses para amputados e é aprovada a proposta mais barata que vem de uma oficina obscura ou de um empresário desconhecido, que vai terceirizar o trabalho. Produzir próteses virou cabide, virou mesa de repartição pública.

Drauzio - A probabilidade de uma prótese assim dar errado é muito grande

Marco Guedes – É muito grande a probabilidade de dar errado. Como se pode entregar um aparelho protético acabado para o paciente treinar, quando o alinhamento preciso desse aparelho só pode ser feito, no caso de amputação do membro inferior, à medida que a pessoa caminha sobre ele. Só quando vai passando o desconforto, desaparecendo a insegurança e o medo e a pessoa consegue colocar mais peso em cima do aparelho, é possível enxergar erros de posicionamento do pé ou do joelho mecânico, por exemplo. Insisto que o alinhamento dinâmico da prótese só pode ser feito quando o paciente consegue andar melhor sobre ela. O problema é que o camarada da licitação vai receber o dinheiro quando entregar a prótese terminada e o paciente que perdeu a perna sai com uma debaixo do braço e vai para casa. De fato ela não custou caro, mas foi dinheiro jogado fora. Muito mais interessante seria que se investisse mais um pouco a fim de que, num prazo mais curto, esse indivíduo se tornasse produtivo de novo, voltasse a trabalhar e a trazer dinheiro para casa. Se assim não for, será mais uma pessoa a achar que a prótese não deu certo e a esperar dois ou três anos para aposentar-se por invalidez e pendurar-se na previdência social. Essa visão está errada, está doente e precisa ser mudada. É preciso criar escolas para formar esses empresários obscuros que vivem da amputação alheia, usando artifícios escusos para entrar em licitações. É uma denúncia séria que faço publicamente. Isso acontece e é muito triste. Temos de encaminhar esses amputados para serviços sérios de reabilitação, onde não pese o preço do aparelho, mas a capacidade profissional do técnico. Se a prótese não estiver boa, ele faz de novo sem comprometer o dinheiro do seu bolso. É um bom técnico, com bom salário, que trabalha sob orientação e participando de uma equipe que tem aspirações mais amplas do que fazer um pedaço de coisa que imita uma perna cortada.

PAPEL DE FISIOTERAPIA

Drauzio - A fisioterapia exige muito do amputado?

Marco Guedes – Exige, sim, especialmente se os amputados chegarem com as seqüelas de um serviço mal conduzido de reabilitação, com deformidades como flexo do joelho ou do quadril, o que deixa as pessoas mal alinhadas, mal posicionadas. As deformidades do quadril são especialmente difíceis de corrigir.
O fisioterapeuta tem um trabalho duro pela frente quando recebe, por exemplo, um idoso com contratura importante. Às vezes, se perde um joelho que foi salvo pelo cirurgião, e somos obrigados a fazer uma prótese com o joelho dobrado porque ele não estende mais. O idoso que recebe um joelho mecânico provavelmente terá enorme dificuldade para controlá-lo.

Drauzio - O que falta fazer para que isso não ocorra?

Marco Guedes – Fazem falta protocolos e conceitos adequados e, sem dúvida, fisioterapeutas motivados. Essa motivação parece estar aparecendo agora. Assim como os cirurgiões, os fisioterapeutas não gostavam de lidar com amputados por desconhecimento puro e simples da história da reabilitação possível para esses pacientes. Eu, por exemplo, não amputo um pé, construo um órgão novo. É um conceito diferente. Muita gente chama a amputação de cirurgia reconstrutiva. Não é verdade. A amputação é construtiva, pois se está criando alguma coisa nova para aquela pessoa e, para realizar esse feito, é preciso conhecer a história desse tratamento, se não simplesmente se estará cortando uma perna e fechando um buraco, esquecendo a pessoa que fica com um coto de amputação inadequado e que vai dar muito trabalho para a equipe de reabilitação.

Drauzio – Isso para não falar do sofrimento de quem perde um membro.

Marco Guedes – Não só do sofrimento, mas da perda de qualidade de vida, especialmente para os idosos que, às vezes, não têm outra bala na agulha para enfrentar nova cirurgia a fim de consertar o que não foi feito da forma adequada.

ATLETAS AMPUTADOS
Drauzio - Marco, você é um esportista que perdeu a perna, mas continuou praticando esportes. Hoje, as próteses permitem que isso aconteça, mesmo quando a perda foi bilateral. Você conhece outros casos como o seu?

Marco Guedes – Próteses adequadas permitem dar continuidade à vida atlética. No Brasil, apesar da pobreza que cerca a reabilitação, temos alguns indivíduos que conseguiram, de uma maneira ou outra, aparelhos com dispositivos sofisticados que lhe garantem reabilitação plena e a possibilidade de desenvolver atividades esportivas bastante interessantes. Na foto 1 , aparece um grupo no qual me incluo. Sou o primeiro à esquerda, essa figura sorridente. Depois está o Fernando, um triatleta. A moça no meio, amputada pela técnica de Syme, hoje é mãe de uma criança linda. O penúltimo é o Maciel que perdeu as duas pernas num acidente de automóvel absurdo cortadas pelo guardrail de uma estrada. Maciel foi o único amputado bilateral a completar a maratona de Nova York. Por fim, à direita, está o Paulo, amputado de um lado só abaixo do joelho, que não só completou como chegou em primeiro lugar entre os amputados na maratona de Nova York.

Drauzio – O guardrail é o anteparo colocado ao lado das estradas como proteção para os motoristas e passageiros dos veículos. Como pode ter acontecido um acidente desses?

Marco Guedes – Em vez de proteger, o guardrail em lâmina representa um perigo nas estradas. Ele deveria ser redondo e encaixado, mas não é e, com o impacto, pode abrir, entrar no carro e ferir quem está lá dentro. Foi o que aconteceu com Maciel que teve os dois pés cortados pelo guardrail num acidente de carro.

Drauzio - Quem aparece nas fotos 2 e 3?

Marco Guedes – A foto 2 mostra um tobogã e foi tirada no rio Jacaré Pepira, em Brotas (SP). A equipe que opera esse rafting chama-se EcoAção e mantém uma estrutura inteiramente adaptada aos portadores de deficiência física, que conseguem praticar esportes radicais. Não gosto muito desse nome. Prefiro esportes de aventura que nada têm de radical, uma vez que são seguros e ninguém quer morrer fazendo isso. No rafting, esses esportistas amputados descem corredeiras dentro de um bote com a ajuda de remos. Na foto 3 aparece outra vez Maciel sem os dois pés, mas adequada e funcionalmente aparelhado, desta vez praticando arborismo, em meio das copas das árvores, a sete metros acima do chão, passando por toras móveis, passarelas e cabos de aço.

Drauzio - Uma vez, numa maratona, passei por uma moça que tinha uma lâmina em C e fiquei bastante impressionado.

Marco Guedes – Essa lâmina de carbono impulsiona o amputado que saltita quase como um canguru. Pode-se dizer que esse aparelho funciona quase como uma mola
O rapaz da foto 4 é o Rivaldo que, usando o aparelho, quebrou o recorde mundial do Ironman no Havaí, uma prova absurda que deu origem ao triatlo. A pessoa nada 4km, depois percorre 180km de bicicleta e corre uma maratona, ou seja, mais 42km. Rudi, que está na foto 5, não é meu paciente. É um garoto americano de 16 ou 17 anos que, por causa de uma doença congênita, perdeu as duas pernas acima do joelho. Hoje ele viaja pelo mundo participando de provas de corrida e natação usando um aparelho funcional, sem joelho mecânico e sem a preocupação de colocar próteses cosméticas. Obviamente, quando se fazem próteses para pessoas comuns, temos o cuidado com o aspecto cosmético final, mas sempre visando deixar o aparelho o mais leve e funcional possível para aquele indivíduo.

AMPUTADOS VITORIOSOS

Drauzio – É realmente uma nova perspectiva. A visão da pessoa que se escondia atrás de uma prótese que procurava imitar o membro perdido não tem mais espaço hoje em dia. Os amputados estão aí, ostentando sua condição e orgulhando-se dela.

Marco Guedes – Essa é a razão pela qual se tenta divulgar o atleta amputado na mídia. Pessoalmente, acho que atividades físicas extenuantes ao extremo são pouco saudáveis. Não acho que se deva chegar ao limite que pode levar a uma lesão qualquer. O que estimulo no esporte para amputados é exatamente que eles se exponham. Um camarada que perdeu a perna, que fica em casa escondido, chateado, triste da vida, não querendo sair mais às ruas, quando vê uma imagem dessas, descobre quantas possibilidades existem. Pensar que o mundo acabou porque nunca mais irá cortar a unha do dedão do pé não tem cabimento. Há uma vida pela frente, seu ser está integro e só ele mesmo pode destruí-lo. Vide Nélson Mandela e outros grandes líderes que passaram anos e anos na cadeia, livres apesar da prisão física, e que superaram esse período e voltaram a lutar pelo que acreditavam. Através dessas imagens bonitas e de retorno vitorioso em cima de uma condição que aparentemente era um desastre, procura-se ajudar muitas pessoas que estavam encolhidas, retraídas, estimulando-as a vencer a adversidade.

Esporte para Amputados